Incorporada simbolicamente ao território da República Socialista Soviética da Ucrânia pelo secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética Nikita Khrushchev, em 1954, para celebrar a amizade entre russos e ucranianos, a Crimeia, habitada em sua maioria por russos, adquiriu o status de República Autônoma após a dissolução da URSS, em 1991. Em 2014, depois do golpe que afastou Viktor Yanukovich da presidência da Ucrânia, a população local decidiu em referendo, com quase 97% de aprovação, pela emancipação da região e posterior reintegração à Federação Russa.
Mesmo com a vontade clara e manifesta dos habitantes de pertencer novamente à Rússia, a mudança não foi reconhecida pelo Ocidente, que logo adotou uma série de sanções contra Moscou, acusando a Rússia de interferir em assuntos internos do país vizinho. Apesar do posicionamento oficial da administração de Barack Obama, Donald Trump, em seu período de campanha eleitoral, afirmou que poderia considerar a possibilidade de reconhecer a república como parte integrante da Rússia. No entanto, o discurso do agora chefe de Estado dos EUA mudou radicalmente, segundo declarações do porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.
"O presidente Trump deixou muito claro que ele espera que o governo russo reduza a violência na Ucrânia e devolva a Crimeia", disse Spicer em coletiva de imprensa nesta tarde. "Ao mesmo tempo, ele espera profundamente, e deseja, se dar bem com a Rússia", acrescentou.
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